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“Quando você é curioso,

encontra muito o que fazer.

Mas é preciso ter coragem para realizar qualquer coisa”. (Walt Disney)

 

Há um mito que paira sobre o mundo corporativo: o de que uma pessoa que gosta de fazer várias coisas ao mesmo tempo não é uma pessoa que possui foco. Porém, falta de foco não tem nada a ver com multidisciplinaridade. Pelo contrário, é necessário muito foco para ser uma pessoa multidisciplinar. Estudar é como qualquer outra atividade e necessita que empreguemos algum tipo de esforço, atenção, concentração e motivação. Dependendo do seu estado físico, cansaço, rotina de trabalho, encaixar um tempo para os estudos é sem dúvida uma ação de muita coragem.

Para uma pessoa ser efetiva em suas atividades diárias, ela precisa ser eficiente e eficaz. E para tal, são fundamentais algumas habilidades como, criatividade, curiosidade, pensamento crítico-reflexivo, raciocínio lógico rápido, entre outras. Neste cenário, falta de foco afeta a produtividade, pois foco (substantivo masculino: seguir um planejamento, ter um objetivo, atingir metas pré-estabelecidas) é a convergência entre atenção, engajamento, motivação para fazer algo, e isso não tem nada a ver com ser ou não ser uma pessoa multidisciplinar.

“Quando você é curioso, encontra muito o que fazer. Mas é preciso ter coragem para realizar qualquer coisa” (Walt Disney). O mundo está cheio de coisas para se fazer, mas saber escolher bem o que realmente fazer entre tantas possibilidades é ter foco, conforme afirmou Walt Disney certa vez. E são necessárias também muitas atitudes para realmente fazê-las, executá-las.

Agora, multidisciplinaridade refere-se à comunicação entre muitas disciplinas do conhecimento humano, à capacidade de ser pluridisciplinar, de ouvir, compreender e mobilizar diversas vozes e discursos sociais, técnicas científicas e não científicas, estratégias, conhecimentos criados no escoar dos tempos. A multidisciplinaridade é permeada pela interdisciplinaridade, que melhor se define como sendo uma “construção coletiva”, feita por pessoas e para pessoas.

Neste sentido, ser multidisciplinar não tem nada a ver com ser uma pessoa indecisa. Claro, que nem sempre é possível se “encontrar” na vida rapidamente. Ninguém nasce pronto. Mas ser multidisciplinar é uma decisão. E no processo de tornar-se multidisciplinar, é preciso também vencer algumas crenças limitantes, como:

  1. Falta de tempo;
  2. Falta de experiência profissional;
  3. Dificuldades econômicas;
  4. Complexos de inferioridade;
  5. Falta de apoio da família;
  6. Falta de oportunidade.

Tornar-se um profissional multidisciplinar é tornar-se um especialista em criatividade. A multidisciplinaridade auxilia na resolução de problemas e na potencialização das suas habilidades e criatividade. A multidisciplinaridade não tem a ver com quantidade, mas com qualidade. Parece clichê falar em quantidade versus qualidade, mas, é fato, que as pessoas estão numa busca constante por qualidade tanto em produtos, quanto em serviços, e isso pressupõe qualidade nos conhecimentos e habilidades das pessoas que serão contratadas para criar, cuidar ou gerenciar produtos e serviços. O seu “currículo” é multidisciplinar?

 

“Tornar-se um profissional multidisciplinar é tornar-se um especialista em criatividade”.

 

Ser multidisciplinar não é ser multitarefa. O fato de você realizar várias coisas ao mesmo tempo não faz de você uma pessoa multidisciplinar. A pessoa multidisciplinar tem de ser sim uma pessoa focada, investindo seu tempo para produzir bons conhecimentos e adentrar no campo da pluralidade, das diferenças de saber, da disrupção. É ter consciência que o conhecimento vai mais além de apenas um diploma universitário e que a junção de diversos conhecimentos é que faz a vida funcionar. Ser multidisciplinar é ir além das paredes que prendem os saberes em nomenclaturas, de onde eles gritam que servem para isso ou para aquilo apenas.

Ser multidisciplinar é não preocupar-se tanto com o que as pessoas dizem para você. “— Você não tem foco!”, “— Você não tem meta na vida!”, são algumas frases que você poderá ouvir, mas que não invalidam quem você é ou onde você pode chegar. Também não dê ouvidos aos vilões que tentam te sabotar, dizendo que você estaria aproveitando seu tempo melhor divertindo-se ou que você não tem talento para realizar tal coisa ou que “você deveria virar especialista em” determinado assunto, ou ainda que “você está estudando muito”. Ser multidisciplinar é ser livre!

 

Michele Souza

 

Como tornar-se um profissional multidisciplinar?
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